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segunda-feira, 17 de junho de 2013

O Gigante está acordando




Os recentes movimentos populares que, até então estavam restritos a uma mera revindicação de melhorias no transporte público está tomando proporções  que ninguém ao certo sabe onde vai chegar. Hoje tivemos manifestações em Brasília, Alagoas, Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, e na próxima quinta-feira, nós aqui em Florianópolis estamos organizando uma grande manifestação de apoio a nossos irmãos de outros estados.
O aumento no preço das passagens de ônibus na capital paulista foi o estopim de um movimento popular que está fazendo o povo enxergar com por seus próprios olhos o que esse governo de ratos ministrado pelos ratos-mor do PT
Fernando Haddad, garoto-propaganda do PT em São Paulo. Cometeu o maior de seus enganos. A partir do momento em que ele concedeu o reajuste das passagens de ônibus. Ele claramente demonstrou que seu governo, vai fazer exatamente o que a gestão Kassab fazia que é dar mais do mesmo ao povo, o que basicamente se resume a um transporte público ruim a um preço péssimo.
Se tam medida tivesse sido feita por qualquer político de qualquer outro partido. Os petralhas de plantão diriam que é isso mesmo que a direitalha só sabe fazer isso, etc, etc, etc. Entretanto, foi o PT que reajustou as passagens de ônibus o que está provocando uma reação em cadeia que fatalmente irá abalar a estrutura política do próprio PT.
A tempos que o povo brasileiro vem fazendo vistas grossas às roubalheiras lá em Brasília. Lula passou incólume aos escândalos do mensalão ( o povo fingiu acreditar que ele não sabia de nada só para não perder a amizade.) As obras do PAC que se arrastam a anos e que muito pouca coisa foi entregue, mas que mesmo assim, muitos bilhões a  mais saíram dos cofres públicos, o povo também fez de conta que não viu. Do mesmo modo que esse orçamento de gastos faraônicos que o Brasil vai ter com essa Copa do Mundo aqui, o povo em um primeiro momento até achou boa coisa, mas agora, a coisa está mudando.
O brasileiro está percebendo que não é negócio construir o Itaquerão a um custo de mais de R$ 600 milhões, enquanto o hospital Santa Marcelina que não fica muito longe do Estádio, precisa de muita coisa, só que o governo não faz nada. 
O brasileiro está percebendo que, o ratos lá de Brasília querem mais é que ele se foda e que tudo o que fazem por lá é em benefício próprio e de seus próprios partidos.
Finalmente o brasileiro começa a enxergar que os trocados do bolsa-família que o governo " dá" a ele com uma mão, ele está tirando com a outra aumentando o preço das passagens de ônibus e o resto quem faz é a inflação cujo governo petista não tem competência para mante-la sob controle.( Até que tem, mas isso significaria menor arrecadação e isso ele não abre mão)
Agora o que nosso movimento popular deve velar é o princípio de Democracia e manutenção da unidade popular. Ideologias religiosas, partidárias, de raça dentre outras, nesse momento devem ser postas de lado para que todos nós juntos lutemos pela democracia, pela moralidade pública,  pelo fim dos ratos corruptos e da roubalheira que empobrece nosso país. Vamos espalhar o máximo que pudermos e mobilizar o máximo de pessoas possíveis. Vamos organizar protestos em todas as capitais, e como em uma guerra, conquistar cidade a cidade, bairro a bairro até que nosso exército de 193 milhões gritem em uma só voz, Chega de roubalheira, Chega de corrupção, joguem essa raça pra dentro do camburão! 




domingo, 16 de junho de 2013

Dois dedos de Prosa sobre o Movimento Passe livre e o Transporte Público de São Paulo




Tenho acompanhado as recentes manifestações desse movimento popular que luta em prol da qualidade do transporte público e seu livre acesso. Neste ponto concordo apenas em parte. Entendo que é legítimo por parte da população exigir uma tarifa justa pelo serviço de transporte prestado. Só não posso concordar que tal tarifa deva ser banida e as catracas liberadas.
O Passe livre é algo utópico. Não há como deixar de cobrar tarifas pelo serviço de transporte público e na verdade, a questão não é se a passagem de ônibus custa R$ 3.00 ou R$ 3.20, mas sim o retorno desse bilhete que, deixa muito a desejar.
De acordo com a Prefeitura de São Paulo, cada ônibus que roda na cidade tem um gasto de R$ 32mil/mês. Não vou questionar esse valor pois não tenho parâmetros para contestar o que alega a Prefeitura e, assim sendo, toma-los-ei por verdadeiros. Pois muito bem. Se há um gasto de R$ 32mil por mês e o valor recebido dos passageiros é insuficiente para custear as despesas operacionais, aumentar o preço da passagem é uma decisão paliativa. O que precisa ser feito é um estudo profundo sobre os custos operacionais e um plano de redução e otimização de material e mão de obra e com um pouquinho de bom senso e boa vontade, a administração pública  pode muito bem criar mecanismos que possibilitem não apenas a manutenção dos preços das passagem da capital, mas também deixar uma margem para eventual redução ou a manter os R$ 3,00 por mais alguns anos.
Os ônibus da capital rodam com diesel ou gás natural. Tais veículos por exercerem serviço essencial para a população. Nesse caso poderia-se criar um dispositivo legal, via Governo Federal que isentaria a cobrança de todos os encargos e impostos incidentes sobre o preço do diesel, gás natural e óleo que esses veículos utilizam, quiçá reduzir ou até mesmo zerar o ICMS dos insumos que os ônibus utilizam. Dá pra fazer, só é necessário um pouco de boa vontade.

Tadinha da Mamãe Metralha

A presidente Dilma Rousseff foi vaiada na abertura da Copa das Confederações, neste sábado, antes do jogo entre Brasil e Japão, no Estádio Nacional de Brasília (Mané Garrincha). Na tribuna, ela fez um breve pronunciamento, declarando aberta oficialmente a competição, mas recebeu vaias de parte do público que lotou a arena na capital federal.
A sorte dela é que o preço do tomate e dos ovos estão absurdamente caros. Do contrário, com certeza alguns  tomates e ovos voadores acertariam o alvo. ( Justamente pensando nisso que o governo, fez com que o preço desses produtos subisse tanto nos últimos 12 meses) 

Camaro SS 2014 2014 por R$ 68.400,00

Vende-se Camaro SS 2014 
completo, Interior em couro bege/preto, rodas aro 20 pretas 
valor  R$ 68.400,00
taxa de emplacamento. R$ 100,00 e já sai licenciado por três anos
IPVA não precisa pagar porque esse imposto não existe.
Interessados Compareçam em qualquer autorizada GM em solo americano. Todavia, se não residir nos Estados Unidos, não fique triste, pois você também pode ter um carro desses em sua garagem. Para isso, basta ir a qualquer autorizada GM no Brasil, pagar R$ 215.000,00 mais R$ 800,00 de documentos e todos os anos cerca de R$ 16.000,00 de IPVA



sábado, 15 de junho de 2013

O Povo Brasileiro finalmente acordou

Eu não moro mais em São Paulo faz 3 anos. Aqui em Florianópolis, se for comparado o transporte público que temos aqui com aquele que a capital Paulista oferece, São Paulo é primeiro mundo.
São Paulo.
Quem mora na capital paulista não se dá conta, mas todos os dias os transportes públicos paulistanos deslocam mais ou menos 6 milhões de pessoas.( Esse volume é maior do que a população inteira do Estado de Santa Catarina) . Tomando como parâmetro um usuário que usa uma condução por dia e que gaste R$ 6,00 ao final do dia. o governo ( não importa quem) terá arrecadado R$ 36 milhões. Fazendo uma contas simples, ao final de 1 ano, terão sido arrecadados 13,140 bi só passagens. E, mesmo arrecadando tudo isso, que melhorias você vê no transporte público paulistano?? Nenhuma, então o paulistano está coberto de razão em protestar
.


Se os tubarões fossem homens
Se os tubarões fossem homens, eles fariam construir resistentes caixas do mar, para os peixes pequenos com todos os tipos de alimentos dentro, tanto vegetais, quanto animais.
Eles cuidariam para que as caixas tivessem água sempre renovada e adotariam todas as providências sanitárias, cabíveis se por exemplo um peixinho ferisse a barbatana, imediatamente ele faria uma atadura a fim que não morressem antes do tempo.
Para que os peixinhos não ficassem tristonhos, eles dariam cá e lá uma festa aquática, pois os peixes alegres tem gosto melhor que os tristonhos
Naturalmente também haveria escolas nas grandes caixas, nessas aulas os peixinhos aprenderiam como nadar para a goela dos tubarões
Eles aprenderiam, por exemplo a usar a geografia, a fim de encontrar os grandes tubarões, deitados preguiçosamente por aí. aula principal seria naturalmente a formação moral dos peixinhos.
Eles seriam ensinados de que o ato mais grandioso e mais belo é o sacrifício alegre de um peixinho, e que todos eles deveriam acreditar nos tubarões, sobretudo quando esses dizem que velam pelo belo futuro dos peixinhos.
Se encucaria nos peixinhos que esse futuro só estaria garantido se aprendessem a obediência.
Antes de tudo os peixinhos deveriam guardar-se antes de qualquer inclinação baixa, materialista, egoísta e marxista e denunciaria imediatamente aos tubarões se qualquer deles manifestasse essas inclinações.
Se os tubarões fossem homens, eles naturalmente fariam guerra entre sí a fim de conquistar caixas de peixes e peixinhos estrangeiros.
As guerras seriam conduzidas pelos seus próprios peixinhos. Eles ensinariam os peixinhos que entre eles os peixinhos de outros tubarões existem gigantescas diferenças, eles anunciariam que os peixinhos são reconhecidamente mudos e calam nas mais diferentes línguas, sendo assim impossível que entendam um ao outro.
Cada peixinho que na guerra matasse alguns peixinhos inimigos
Da outra língua silenciosos, seria condecorado com uma pequena ordem das algas e receberia o título de herói.
Se os tubarões fossem homens, haveria entre eles naturalmente também uma arte, havia belos quadros, nos quais os dentes dos tubarões seriam pintados em vistosas cores e suas guelas seriam representadas como inocentes parques de recreio, nos quais se poderia brincar magnificamente.
Os teatros do fundo do mar mostrariam como os valorosos peixinhos nadam entusiasmados para as guelas dos tubarões.
A música seria tão bela, tão bela que os peixinhos sob seus acordes, a orquestra na frente entrariam em massa para as guelas dos tubarões sonhadores e possuídos pelos mais agradáveis pensamentos .
Também haveria uma religião ali.
Se os tubarões fossem homens, ela ensinaria essa religião e só na barriga dos tubarões é que começaria verdadeiramente a vida.
Ademais, se os tubarões fossem homens, também acabaria a igualdade que hoje existe entre os peixinhos, alguns deles obteriam cargos e seriam postos acima dos outros.
Os que fossem um pouquinho maiores poderiam inclusive comer os menores, isso só seria agradável aos tubarões pois eles mesmos obteriam assim mais constantemente maiores bocados para devorar e os peixinhos maiores que deteriam os cargos valeriam pela ordem entre os peixinhos para que estes chegassem a ser, professores, oficiais, engenheiro da construção de caixas e assim por diante.
Curto e grosso, só então haveria civilização no mar, se os tubarões fossem homens.
Bertold Brecht

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Carol de Arcano Soturno

Carol
Arcano Soturno

Eu me lembro como se fosse ontem...
O corpo dela, sem vida, naquele túmulo aberto dentro da capela. Com flores enfeitando seu ataúde, cobrindo parte de seu longo cabelo negro, que mais parecia o véu da noite em meus sonhos pálidos.
Carol em seu descanso eterno, como uma estátua divina, permanecia indiferente às minhas lágrimas de sangue. Deslizando sobre meu rosto igualmente pálido, mas imortal.
A noite também foi indiferente, talvez por estar saturada e complacente com a nossa dor, foi indiferente perante os mortos na capela. Perante os parentes, os amigos e vizinhos. Todos mortos, todos hipócritas, responsáveis pelo assassinato de Carol em nome de uma religião cega pela Inquisição.
Parece que foi ontem... matamos todos eles, na capela, na cerimônia do funeral de Carol. Ainda me lembro nitidamente do sangue espalhado pelo chão. E o sangue deles foi doce de se saborear, porque tinha gosto de vingança. Mas a perda de Carol foi para todos nós amarga demais.
Naquela noite deixamos a lua banhar seu corpo, e ela beijou a pele pálida de Carol como uma mãe recebendo a filha em seus braços.
E eu chorei, chorei muito. Minha revolta maior foi ver Carol cercada por uma cerimônia religiosa, a mesma responsável por sua morte e que agora decorava seu funeral com anjos, santos, cruzes e velas. Como se estivessem comemorando mais uma vitória sobre nós. Mas Carol NUNCA foi uma de nós!
Ela, na verdade, era apenas minha. Sem nunca ter sido...

A tragédia aconteceu numa noite de lua cheia, igual a essa em que eu chorava sobre seu túmulo, derramando minhas lágrimas de sangue sobre sua pele pálida.

Eu queria matar a Carol, mas ela morreu...

Descobri nos lábios rubros e noturnos de Carol o beijo que me acorrentaria em sua alma para sempre. Apresentei-a aos meus amigos vampiros, homens e mulheres com centenas de anos caminhando pela estrada noturna dos mortos-vivos.

Eu queria matar a Carol, mas ela morreu...

Carol amava a todos nós, e todos nós amávamos Carol. Principalmente eu, que estava cada vez mais envolvido com seu encanto de viva. E ela, cada vez mais ligada ao meu sentimento frio de morte.

Eu queria matar a Carol, mas ela morreu...

Alguns de nosso grupo tentaram abraçá-la com os dentes em seu pescoço. Queriam que ela fosse também uma vampira, como nós. Mas eu não deixava. Nunca deixei. Carol era minha, e apenas minha. Eu a amava tanto que se alguém tivesse que iniciá-la nos caminhos vampíricos da morte, esse alguém seria eu.

Eu queria matar a Carol, mas ela morreu...

Toda noite nos encontrávamos. E corríamos sob o luar. Livres! Éramos morcegos, éramos lobos, éramos corvos, felinos e corujas no meio da natureza noturna. E Carol sorria, sorria numa felicidade tão grande em nos acompanhar, que parecia ser mais da noite que todos nós! E ela sempre ficava para trás, não conseguia nos acompanhar em nossas correrias pelos campos e bosques noturnos, tamanha era a velocidade de nossos passos. Mas eu sempre voltava e buscava Carol, e seus lábios sempre me recebiam...

Eu queria matar a Carol, mas ela morreu...

Essas lembranças ainda ferem meu coração. Ainda vejo o corpo de Carol naquele túmulo, e eu quebrando todas as decorações religiosas da capela, numa fúria cheia de dor pela perda de Carol.

Eu queria matar a Carol, mas ela morreu...

E foram eles! Aqueles malditos religiosos da Inquisição, que arruinaram minha felicidade com Carol. Eles saíram de suas igrejas à noite, com tochas e garruchas nas mãos. Prontos para caçar vampiros nas redondezas. Estávamos de passagem por aquela aldeia, quando encontramos Carol e eu prometi levá-la conosco.

Eu queria matar a Carol, mas ela morreu...

Não éramos da aldeia, mas eles acreditavam que éramos os mortos de seu cemitério, saídos de seus túmulos graças às possessões de seus demônios. E numa fé cega em nome de uma religião povoada por demônios que desconhecíamos, eles nos seguiram com suas armas. Mas éramos mais velozes, conseguimos fugir, mas...

Eu queria matar a Carol, mas ela morreu...

Como sempre, Carol não conseguia nos acompanhar. E as armas que nos deixavam apenas com ferimentos leves, puderam prejudicar bastante o corpo mortal de Carol, a ponto de matá-la.
Eu voltei! Não podia ficar sem Carol naquela noite em que a lua abençoava nossos passos. Tentei desesperadamente torná-la uma de nós, tentei matá-la! Para que ela pudesse ser uma vampira e ter nossa força, mas tarde demais...

Eu queria matar a Carol, mas ela morreu...

Fugimos. Com o coração ferido, deixei Carol para trás. Mas voltamos para o funeral de Carol, e de surpresa atacamos e matamos todos eles. E é por isso que estávamos naquela capela, no funeral de Carol, com os olhos imersos em lágrimas de sangue.
Um por um, todos se despediam de Carol e saíam da capela. Eu fui o último.
Pela última vez senti a doçura de seus lábios, mesmo mortos, quando a luz da lua penetrava por uma das janelas da capela, banhando a pele pálida de Carol.

Eu queria matar a Carol, mas ela morreu...

Hoje fecho este diário, deixando que minhas lembranças fiquem apenas nestas páginas, para que meu coração volte a ser livre novamente. Livre, como era livre o coração de Carol, sempre correndo com a natureza e a lua acolhendo seus passos. Longe da religião que aprisionava sua aldeia e cada vez mais próxima da liberdade.
Eu queria lhe dar a liberdade, a lua, a natureza, a noite... mas ela morreu.
Naquela noite, depois de todos terem saído da capela, um por um, mergulhando nas sombras da noite como morcegos, eu me despedi de Carol e corri o mais rápido que podia, como um lobo.
Corri, corri, corri...
Entre os bosques, corri, como um lobo.

Ela me esperava no alto de um precipício.
E eu corri ao seu encontro, corri, corri, corri...
E quando cheguei no alto do precipício, lá estava ela!
A lua cheia! Lá estava ela!
Banhando minha alma, abraçando todo o meu corpo.
E eu uivei para a lua. Uivei, uivei...
...”Perdoe-me lua, eu queria matar a Carol, mas ela morreu!”.
E eu fui levado pela nuvem de morcegos, caindo do precipício em direção às sombras da noite, voando como um morcego, livre e acompanhado de meus inseparáveis amigos.
Enquanto isso, de forma espectral, o rosto de Carol aparecia na lua. Ela sorria por todos nós...
... livres